sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A criança come quando está com fome

Oferecer à criança uma bala, uma bolacha recheada ou outras guloseimas antes da hora da refeição a deixará sem apetite e mais propensa a preferir os alimentos de fácil ingestão, como: doces, bolachas, sucos e iogurtes. Portanto, cabe ao responsável entender que a criança come menos que ele, então, se comer fora de hora, quando chegar à hora da refeição não estará disposta a comer, principalmente se a comida não for atrativa e gostosa. É horrível comer sem vontade, imagina como se sente a criança que está descobrindo os sabores.
É importante incentivar e desenvolver na criança o paladar por frutas. O responsável pela alimentação da criança precisa ensinar que a sobremesa após as refeições é a fruta. Assim que meu filho termina de comer, ele já fala: “fruta”. Ele já sabe que não darei doce. Quando quero comer um chocolate com ele, primeiro dou a fruta. Uma nutricionista me orientou a fazer assim, desta maneira o doce não impedirá que as vitaminas da fruta sejam absorvidas pelo organismo.
É claro que há dias que a criança está enjoada ou porque acordou cedo ou por indisposição, como nós também sentimos e algumas vezes não sentimos vontade de comer. É importante oferecer alimentos que chamem a atenção dos pequenos e que seja diversificado. Assim a criança ampliará o seu paladar e não o restringirá a alguns alimentos rotineiros.
Hoje meu filho estava enjoado porque eu o acordei cedo, assim que chegamos em casa, ele pediu fruta. Foi um berreiro, mas eu e o meu marido não cedemos. Não foi fácil, mas no final ele comeu o macarrão com queijo e a sobremesa foi a fruta. Se você perceber que a criança ainda não está com fome não dê nada no intervalo da refeição e deixe passar um pouco de tempo para oferecer a refeição. Com certeza é bem difícil ela resistir a uma comida bem feita estando com fome.
Uma vez li esta frase: “A criança não precisa de limite e sim de adulto” (autor desconhecido).

Como o paladar infantil se desenvolve?

Assim como as digitais, o paladar de cada bebê é único. Apesar de todas as crianças saudáveis nascerem com a capacidade de distinguir os quatro sabores inatos (doce, salgado, amargo e ácido), nenhuma sente gosto e cheiro igual a outra. Nem irmãos gêmeos. Cada uma tem suas preferências, que podem estar associadas ao grau de sensibilidade que cada bebê tem dos sabores. Uns podem gostar mais do sabor salgado. Outros, mais do ácido. Mas todos, em geral, nascem sensibilizados para o doce. Isso não acontece por acaso. É para a própria sobrevivência do bebê. O sabor do leite materno e dos leites de fórmulas é o doce.
Mesmo sendo tão particular, o paladar é um sentido a ser estimulado. Ao nascer, o bebê sente apenas os quatro sabores inatos, mas não as nuances dos alimentos. A única maneira de estimular o paladar é oferecendo uma alimentação variada e colorida, algo que ocorre a partir dos seis meses. A jornada de sensibilização do paladar é longa e passa por fases estranhas. Quando a criança está com dois ou três anos de idade, por exemplo, começam a surgir as preferências e as rejeições alimentares.
Esse comportamento infantil, porém, não indica a maturidade do paladar. É a dura fase da seletividade alimentar, que costuma desaparecer por volta dos sete ou oito anos. Pesquisas indicam que as papilas gustativas infantis estão sensibilizadas lá pelos dez anos de idade.
Mas novas mudanças ocorrem. Estudos mostram que, na infância, sabores como o do chocolate e do morango são mais aceitos. Na adolescência, começa-se a gostar daqueles antes execrados, como brócolis ou aspargo, ou seja, os amargos. Na velhice, o sabor da baunilha é mais aceito.
Até o período das primeiras rejeições, aos dois anos de idade, o papel da família é fundamental para a formação do paladar infantil (e depois dessa fase também porque a criança pequena não sabe naturalmente o que é bom para ela). São os adultos que apresentam os novos sabores, as novas texturas, os aromas diferenciados de cada alimento.
Quanto mais variado for o cardápio, maiores as chances de a criança ampliar o repertório do seu paladar. Mesmo que cada bebê nasça com certa disposição para gostar de um alimento e rejeitar outro, ele só irá descobrir do que gosta e do que detesta, provando – talvez tenha de provar até dez vezes a mesma comidinha para dizer que ama ou para travar os lábios.
Oferecer refeições com sabores diferenciados é fundamental para a criança descobrir, inclusive, o prazer na alimentação. Você já comeu uma refeição sem prazer? A experiência deve ter sido ruim. Se a comida não for gostosa, nem bebê vai saboreá-la.
Ainda que a necessidade de um cardápio diário variado seja fundamental para o desenvolvimento do paladar e para a saúde infantil, os alimentos precisam ser apresentados aos poucos. Introduzir num mesmo dia vários alimentos de sabor amargo é um risco. Mesclar os tipos de sabores é uma estratégia para ganhar admiradores de alimentos.
O fundamental é não exigir que o bebê coma além do que cabe no estômago dele. Estudo publicado no Jornal da Pediatria, no ano 2000, mostra que os pais ficam mais preocupados com o prato vazio do que com a qualidade e a variedade das refeições que oferecem aos pequenos.
Fontes: Revista Crescer e Jornal de Pediatria

HPV: É importante saber!

Você sabe o que é HPV?
O HPV ou Human Papiloma Virus (Papilomavírus Humano) é um vírus que vive na pele e nas mucosas genitais, tanto dos homens quanto das mulhres, tais como vulva, vagina, colo de útero e pênis.
Trata-se de uma infecção adquirida por meio de contato sexual. É altamente contagiosa e a melhor prevenção é o uso de “camisinha”.
Com mais de 140 diferentes tipos, o vírus HPV, após o contágio, pode permanecer “adormecido” (sem causar lesões), provocar o aparecimento de verrugas (mãos, pés, genitais ou outras localizações) ou induzir o desenvolvimento de câncer do colo do útero.
Estima-se que 50% a 75% dos homens e mulheres sexualmente ativos entrem em contato com um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas.
Por isso, é importante a prevenção, cuidados constantes, consultas periódicas ao médico e exames preventivos.
Seu diagnóstico é feito por meio do papanicolaou ou da colposcopia, e o diagnóstico de certeza é feito por meio de biópsia da área suspeita.
Vacina
Já existe vacina contra o HPV, a vacina Quadrivalente. No entanto, é importante destacar que ela protege contra alguns tipos do vírus e apenas para quem nunca teve contato com eles.
Como o próprio nome diz, a vacina é eficaz contra quatro deles: 6, 11, 16 e 18, tidos como principais causadores de câncer do colo de útero e verrugas genitais.
Hoje, há inclusive uma polêmica em relação ao acesso da população e seu alto custo.

Vacina contra HPV pode diminuir infecções em homens

O estudo, realizado em mais de 18 países, mostrou que a vacina previne até 90% das lesões em homens, quando oferecida antes da exposição a quatro tipos do vírus.
Já bastante difundida entre as mulheres (apesar do alto custo para ter acesso às doses), o estudo feito pela Universidade da Califórnia e pelo centro H.Lee Moffitt de combate ao câncer, mostrou os benefícios para o sexo masculino.
Foram 4.065 homens com idades entre 16 e 26 anos acompanhados durante 4 a anos para chegar a tal resultado.
O uso da vacina em mulheres foi aprovado no ano de 2006, nos EUA. Os pesquisadores esperam daqui para frente que a vacinação de homens possa diminuir as infecções por HPV, que estão entre as doenças sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo inteiro.
Os resultados foram publicados no periódico New England Journal of Medicine.
Há outras maneiras de prevenção?
O HPV é transmitido sexualmente ou pelo contato via oral ou pelo contato genital com fluidos contaminados.
Portanto, assim como toda doença sexualmente transmissível, o vírus também pode ser barrado com o uso de camisinha.
Essa proteção, porém, não é completamente eficaz para o HPV quanto é para as outras DSTs, já que o homem pode contrair o vírus pela bolsa escrotal, por exemplo, que não recebe a proteção.
 Fonte: http://www.blogdasaude.com.br/