terça-feira, 5 de abril de 2011

Por que tantos casamentos acabam?

Achei esta matéria bem interessante, por isso a coloquei aqui.
Sandra MaiaPor Sandra Maia.
Tirando de lado a intolerância, a falta de fé e a ideologia do descartável, existem “N” teses sobre por que os casamentos acabam tão facilmente na atualidade. A inversão de papéis é uma das mais abordadas.
O homem, antes o provedor, agora divide lugar com sua parceira. A mulher, antes “rainha do lar”, galga cada vez mais posições de destaque no mercado de trabalho. A mulher, antes submissa, dá as cartas, quer mais que amor, quer prazer, sucesso… O homem, antes o decisor, perde espaço no reinado.
Muito antes disso, quero crer que a falta de diálogo é muito mais danosa. No mundo atual, o olho no olho cede lugar para as conversas a partir de SMS, MSN, celular, e-mails etc, etc. Há estudos que comprovam que o que falamos a partir desses canais não temos a coragem de falar pessoalmente. Ou seja: não trocamos. E toda a relação demanda troca.
Logo, quando decidimos casar, morar juntos, adeus SMS, adeus MSN e, então, fim do diálogo – cujo modelo já não era assim tão ideal, convenhamos. Mas há muito mais…
Nossa sociedade aceita com tranquilidade o fim de um casamento. Em alguns casos parece até mesmo haver um estimulo para que mais casais entendam isso como “normal”. É claro que é aceitável, se a relação não é saudável. Infelizmente, o complemento neurótico, às vezes, é mais forte que o complemento do amor, do compromisso, do respeito. Ou seja: relações com um potencial enorme de dar certo acabam. E relações que poderiam nem mesmo existir perduram…
Escolhas
Bem, muito distante dessas questões temos ainda de enfrentar outras suposições: antes os casamentos eram “arranjados”, hoje se casa por “amor” – mesmo que por um amor distorcido, cobrador, condicionado, mas, ainda assim, com a sensação de que estamos livres para escolher.
Será mesmo? Será que somos assim tão livres para escolher? Será que sabemos manter nossa liberdade mesmo dentro da relação? O que vejo e sinto como ponto principal da quebra dos “contratos matrimoniais” é a liberdade excessiva que beira a promiscuidade ou o aprisionamento total que cerceia a vida, o crescimento pessoal, o sonho.
Um exemplo dessa última questão? Imagine um casal que, entre namoro e casamento, um tempo de intimidade e não de cumplicidade, deixou de lado questões cruciais, como, por exemplo, família, valores, filhos, sonhos, contas etc, etc, para viver “o momento”. Estava de fato cumprindo um papel e a meta era casar e viver feliz – ou infeliz – para sempre…
Mergulhar na relação
Bem, depois de casados, imagine que um dos dois – homem ou mulher – decide se fechar para o mundo em prol da relação! Geralmente, é aquele que diz amar demais o outro. Aquele que imagina: “Vou fazer a relação dar certo custe o que custar!” Nesse caso, é provável que a separação aconteça, com um ou outro totalmente aberto para o mundo e para relações paralelas…
Primeiro porque este que decidiu mergulhar na relação, ou melhor, se afundar no relacionamento, tira todo o espaço do outro. Assume tudo, contas, filhos, valores do casal, a família em si. Assume para si toda a responsabilidade pela relação e retira-se da vida. Afasta-se dos amigos, da família, às vezes do trabalho. Vive em função do e para o outro. Sai de cena, desatualiza-se, torna-se uma sombra do que já foi um dia e pelo qual o outro se apaixonou.
Não vive, sobrevive e, mais dia menos dias, cobrará de si esse afastamento da vida que acaba com a autoestima e os faz zumbis. Cobrará do outro o abandono pelas coisas do amor, da relação, da vida em comum. Cobrará do outro atitude, empatia, participação… A questão aqui é: como o outro vai participar de uma festa já pronta? Como participar de um teatro onde todos os papéis têm um único personagem? Como atuar sem script, sem espaço, sem plateia?
Pois é: acredite ou não, muitos casamentos acabam nos dias de hoje porque um dos parceiros assume o papel de super. Supermulher, super-homem, superpai, supermãe, superdona ou dono da casa, superego, supervaidade! E, então, o que era para ser superpositivo, acaba por se transformar em algo supernegativo. Nem um nem outro suportam.
Se nem o super consegue aguentar tanta responsabilidade, muito menos o outro que se sente cada vez menos na relação e cada vez mais fora da relação. Para que um dos dois coloque um ponto final é mera consequência. A relação termina com dois magoados, ressentidos e sem noção do que deu errado…
Dá para compreender essa loucura? Você conhece uma história assim? Por que os casamentos acabam? Envie-me sua opinião.
Boa semana!
A coluna de Sandra Maia é distribuída com exclusividade pela BR Press.

Vitamina D é fundamental para o período de formação da criança

Esta vitamina é importante para o crescimento e o fortalecimento da imunidade, além da resistência dos ossos e dos dentes. As principais fontes são peixes de água fria, ovos, leite e derivados.


 A vitamina D é responsável pelo controle de cálcio e fósforo no nosso organismo importantes para o crescimento, a resistência dos ossos e dos dentes e também para o fortalecimento da imunidade.
Toda a nossa massa óssea é formada durante a infância e até o fim da adolescência e como nosso corpo não faz reserva de vitamina D a gente precisa se preocupar em produzi-la todos os dias.
As principais fontes são peixes de água fria como salmão e sardinha, ovos, leite e derivados como queijo e iogurte. A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria para crianças com até dois anos de idade é de 400 unidades internacionais de vitamina D por dia.
A nutricionista Alessandra Missio ensina como converter estas unidades em alimento. “De 100 a 120 gramas de salmão ou sardinha. No caso da sardinha, três pedacinhos e no caso do salmão 1 filé da palma da mão”.
Ou ainda um litro de leite ou derivados. “Nós poderíamos colocar um copo de leite, em torno de 400, 300 ml, mais 200 ml de iogurte, uma fatia de queijo e uma colher de sobremesa rasa de manteiga", continua a nutricionista.
Se a criança gostar de ovos, são cinco por semana que podem ser distribuídos em uma torta, em um suflê, um bolo, ou na omelete.

Para tudo isso fazer efeito e a vitamina ser absorvida pelo organismo, as crianças precisam ainda ficar expostas ao sol por pelo menos 12 minutos todos os dias.
Fonte:g1.com.br