quarta-feira, 20 de julho de 2011

Mais de 1 milhão de pessoas têm hepatite, mas não tem conhecimento! O teste que antes era feito somente em clínica particular está disponível pelo SUS - diagnóstico das hepatites B e C em 30 minutos

Este é um dos meios de contágio!

 Em casos onde o paciente apresentar resultado positivo, ele será encaminhado à rede de saúde para completar diagnóstico.
A partir de agosto, o Ministério da Saúde vai disponibilizar no Sistema Único de Saúde (SUS) testes rápidos para o diagnóstico das hepatites B e C . Com o novo exame, será possível identificar as doenças em, no máximo, 30 minutos. De acordo com o ministério, os testes rápidos fazem parte dos exames de triagem. O paciente que tiver resultado positivo para uma das hepatites deverá ser encaminhado para a rede de saúde para completar o diagnóstico. Com a identificação da doença, o paciente pode iniciar o tratamento imediatamente.
Os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) das capitais serão os primeiros a receber o teste rápido. Depois, o exame será levado para as unidades básicas de saúde. O ministério irá investir R$ 10,6 milhões na compra de 3,6 milhões de testes. Esta semana entraram em vigor novas regras para o tratamento da hepatite C na rede pública de saúde. Entre elas, a que permite ao paciente continuar o tratamento por até 72 semanas sem a necessidade do aval de uma comissão médica, procedimento adotado anteriormente.
Cerca de 4 milhões de pessoas são infectadas pela hepatite C por ano - A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que de 3 milhões a 4 milhões de pessoas são infectadas pela hepatite C a cada ano em todo o mundo e que de 130 milhões a 170 milhões desenvolvem a forma crônica, e correm risco de ter cirrose ou câncer de fígado. Segundo a organização, mais de 350 mil morrem em decorrência da hepatite C todos os anos.
De acordo com a OMS, a doença está espalhada em todo o planeta. O Egito, Paquistão e a China são as nações com a mais alta incidência da hepatite C. Nesses países, a transmissão ocorre principalmente pelo uso de seringas e equipamentos contaminados com o vírus da doença.
A hepatite C é transmitida pelo contato com o sangue de uma pessoa contaminada por meio de transfusão de sangue, de mãe para filho durante a gravidez e compartilhamento de seringas ou objetos que furam ou cortantes, como alicates de unha e aparelhos usados em cirurgias, tatuagens, piercing e acupuntura. A transmissão pode ocorrer pela relação sexual sem camisinha, mas é uma forma mais rara de infecção, segundo a OMS.
A organização estima que 80% das pessoas não apresentam sintomas. Por ser uma doença silenciosa, a recomendação é consultar um médico com frequência. Quando os sintomas aparecem, os mais comuns são cansaço, tontura, enjoo, vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
Não existe vacina contra a hepatite C. O tratamento é a base de antivirais, como o interferon. No entanto, segundo a OMS, o acesso ao medicamento não é universal e muitas pessoas abandonam a terapia.
Já estão em vigor as novas diretrizes para o tratamento da doença no Brasil, entre elas, a que permite ao paciente prolongar o tratamento, por até 72 semanas, na rede pública sem precisar do aval de uma comissão médica.

Fonte: SPTV/http://odiariodeteresopolis.com.br/leitura_noticias.asp?IdNoticia=17928

Tingir cabelo na gravidez eleva risco de leucemia no bebê

Quem planeja engravidar em breve deve se organizar no que diz respeito a cor do cabelo. Antes de qualquer tentativa escolha a melhor maneira de uniformizar a cor do seu cabelo. Antes de engravidar escolhi uma tonalidade agradável (mais próxima da cor natural) para não ficar ansiosa querendo mudar a cor.
Leia a matéria:


O uso de tinturas ou alisadores de cabelo durante os três primeiros meses de gravidez aumenta em quase duas vezes o risco de o bebê desenvolver nos primeiros dois anos de vida algum tipo de leucemia, considerada uma das principais doenças oncológicas infantis. Esse risco pode chegar a quase três vezes para um subtipo de leucemia, a linfoide aguda (LLA), que é a variante mais comum da patologia nas crianças e representa 75% dos casos.
A conclusão é do primeiro estudo epidemiológico brasileiro sobre o tema. O trabalho foi realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca) por mais de dez anos. Os dados sugerem que as mulheres não devem pintar os cabelos em nenhum momento da gravidez, regra que vale também para a henna.
“O estudo mostrou que a doença não se manifestou ao acaso. Há uma associação significativa entre a exposição a tinturas e alisantes com o desenvolvimento de leucemia”, diz o biólogo da ENSP Arnaldo Couto, autor do estudo.
O trabalho foi realizado em 15 centros de todas as regiões do País, exceto a Norte. Foram analisadas 650 mães: 231 com filhos diagnosticados com leucemia antes de 2 anos de idade e 419 mães do grupo de controle, sem filhos com câncer. Segundo Couto, das 231 mulheres cujos filhos tiveram leucemia, 15,2% delas usaram produtos químicos no cabelo no primeiro trimestre da gravidez. Entre as 419 mães de controle, 9,8% usaram tinturas nesse mesmo período.
Foram analisados compostos existentes em 14 marcas de tinturas e alisadores. Num universo de 150 componentes, 32 foram considerados potencialmente prejudiciais à saúde do bebê. “Os compostos mais perigosos são os ácidos, alcoois, aldeídos, aminas, cetonas, ésteres, fenóis e substâncias cloradas”, diz Couto.
No ano passado, quando Rafaella foi concebida, muito antes de a pesquisa ficar pronta, a mãe dela já olhava com desconfiança para as tinturas. Mesmo com o aval de sua médica para o produto, preferiu não arriscar. “Abri mão da vaidade por um tempo. Mas a médica me autorizou a fazer luzes a partir do terceiro mês de gestação”, conta a administradora de empresas Regiane Marques, de 33 anos. Casos como o dela, em que o uso do produto não é proibido pelo obstetra, são comuns: não há entre eles, até o momento, um consenso sobre os riscos desses cosméticos.
 Segundo Couto, a estimativa de risco de a criança desenvolver leucemia é 1,8 vez maior em mães expostas aos cosméticos em relação àquelas que não haviam usado os produtos durante a gestação. Mas o risco chega a ser quase três vezes maior no subtipo de leucemia LLA, no primeiro trimestre. “É no primeiro trimestre que o bebê está em formação, existe uma divisão celular intensa e constante. Uma das hipóteses é a de que as substâncias químicas alteram o DNA e modificam a informação genética da criança.”
Maria do Socorro Pombo-de-Oliveira, chefe do Programa de Hematologia e Oncologia Pediátrica do Inca, afirma ter ficado surpresa com os resultados. “É a primeira vez que um trabalho olha para essa direção”, destaca. Mas, segundo ela, o número de casos ainda deve ser alvo de análises experimentais posteriores. O próximo passo, diz, é descobrir qual mecanismo levou aos casos de leucemia.
Os compostos da família dos fenóis, que foram os mais associados ao aumento do risco, já estão sendo estudados pela equipe. Maria do Socorro reforça, contudo, que nenhuma química deve ser usada nos cabelos em nenhuma fase da gravidez, nem mesmo a henna. “A substância da henna atua em uma enzima importante no desenvolvimento das leucemias. Então, mesmo sendo natural, ela pode interagir e trazer riscos para o bebê do mesmo jeito.”
O estudo
A partir do momento em que uma criança com menos de 2 anos era diagnosticada com leucemia em um dos centros parceiros, uma amostra de sangue seguia para o Inca para confirmação diagnóstica. Além de confirmar o tipo de leucemia – LLA ou mieloide aguda (LMA)– os pesquisadores realizavam a entrevista materna, com perguntas sobre hábitos de vida. Para cada mãe com filho com leucemia, os pesquisadores entrevistavam duas mães do grupo de controle – com um filho da mesma idade e sem a doença maligna.
As perguntas eram direcionadas para os três meses antes de a mulher engravidar, os três trimestres da gestação e os três primeiros meses após o parto. “A ideia era identificar fatores ambientais que poderiam ter influência nas leucemias”, diz Couto.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/tingir-cabelo-na-gravidez-eleva-risco-de-leucemia/