sexta-feira, 1 de abril de 2011

Para que serve a barata? Uffa!

Para que serve a barata?
Desde que entendi que sou um ser humano tenho esta dúvida. Para que serve a barata?
Hoje desci com o meu filho para brincar no playground e me deparei com algumas destas criaturas indesejáveis pelo caminho. Atualmente foi realizada a dedetização no condomínio e o pessoal da limpeza ainda não havia retirado os restos mortais deste temido inseto. O meu marido estava em casa e as tirou do meu caminho. O esquisito nisto tudo é que este ser horroroso não é agressivo como outros insetos, mas não sei por que sinto nojo, sinto arrepio e sinto medo dele toda vez que me deparo com ele.
Lembro-me que quando estava na casa dos meus pais passei por vários apuros quando me deparei com este pequeno ser que é impossível passar despercebido pelos meus olhos, pelo menos pelos meus. Enquanto eu não a via morta e jogada no lixo não voltava a dormir. Por que tanto medo? Há pessoas que sentem prazer ao pisar e ouvir o crack, eu, no entanto, sinto vontade de sumir, de me isolar e de NUNCA presenciar tal acontecimento. Em inglês o nome é bem parecido com o crack que faz quando alguém pisa: cockroach, talvez por isso que ela tem este nome lá nos EUA. São apenas conjecturas!  Que nojo!.  Já passei alguns apuros por causa deste inseto. Ainda bem que nenhuma subiu em mim. Deus tem cuidado de mim.
Estudei por 4 anos no CEFAM (Centro Específico de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério), portanto, é meio difícil esconder alguns segredos da turma durante este tempo e ainda sendo o estudo em período integral. Foi então que surgiu o amigo da onça. No dia da entrega do “presente”, um dos meninos da classe veio me entregar primeiro um envelope, que segundo ele, seria o cartão, quando abri havia uma barata morta dentro dele, que susto! Tenho até hoje a foto e na foto estou com a boca aberta, porque gritei, é claro. Outra situação difícil foi quando a minha mãe dedetizou a casa com um produto chamado Arraze (este produto mata a barata aos poucos). Então, cai uma aqui, outra lá e outra acolá. Fui dormir confiante de que após a minha minuciosa vistoria não havia nenhuma no meu quarto. Para a minha surpresa, quando acordei saiu uma que estava o tempo todo debaixo de mim, andando até meio torta. Fiquei horrorizada, mas pelo menos não a senti em mim. Outra vez foi quando eu e o meu marido estávamos chegando a nossa casa e uma barata veio meio tonta em minha direção, ela veio para subir na calçada e eu para escapar dela corri para a rua e quase fui atropelada por um microônibus, ainda bem que o motorista desviou de mim e detalhe: eu estava grávida. Bem, vou terminar com a última ocorrência que também foi cruel. Ainda na mesma gravidez, na época com 8 meses, durante a madrugada senti fome, fui à cozinha e resolvi tomar um Yakult, quando me dirigia para a porta dei de cara com uma barata, voltei imediatamente e entrei na lavanderia, parece que ela me percebeu e foi atrás de mim, consegui fechar a porta de vidro que separa a cozinha da lavanderia e corri para pegar o veneno no armário da lavanderia. Enquanto isso gritava de maneira sufocada (mais ou menos para ela não ouvir, porque parece que ela percebe tudo) chamando o meu a marido. Inacreditavelmente ou assertivamente, ela me notou e passou pela brecha da porta de vidro. O instinto de sobrevivência falou mais alto do que o perigo que eu ia correr. Sem pensar subi no tanque de louça e quase esvaziei todo veneno nela. Em seguida meu marido chegou todo apavorado. Quando contei tudo para ele, ele se desesperou, porque o risco que eu corri de cair juntamente com o tanque foi maior do que o de enfrentar a barata (pelo menos para ele). Como eu estava descalça pedi a ele que providenciasse um tapete para eu ir me arrastando até a sala para não pisar por onde ela havia passado. Após tudo isso e as vendo novamente hoje no condomínio estrebuchando no chão,  decidi tentar responder  a esta pergunta: para que serve a barata? Pelo menos vou tentar.
Foi muito difícil ler este artigo e publicá-lo. Neste momento estou superando uma parte do medo, pesquisando sobre o que mais detesto nesta vida. No entanto, prefiro acreditar e ter esperança que um dia nos livraremos delas. Sonhar faz parte da vida. No meu modo de ver este inseto causa muito mais ônus do que bônus. Bem, leiam e tirem as suas próprias conclusões.
Você está na cozinha preparando mais uma saborosa refeição, então vê um inseto asqueroso, marrom e que você sabe que é sujo. Então você fica nojo, e tem 70% de chances de gritar se for mulher e 30% de chances de gritar se for homem (estatísticas inventadas, isso quer dizer que elas podem não ser verdadeiras). Você já sabe de qual inseto estou falando (não? então leia o título deste artigo).
A Barata, da ordem Blattaria ou Blattodea (tanto faz), é um inseto muito resistente, que mete nojo e medo mais em mulheres do que homens e tem uma capacidade de reprodução inacreditável (cada uma consegue botar 320 ovos em apenas 150 dias de vida)!Elas são motivo de nojo e medo por um simples motivo: Sujeira (óbvio, não?). Esses bichos nojentos são um dos maiores veículos de bactérias, fungos, protozoários, vermes e vírus que existem. Motivo/Causa/Circunstância? Elas sentem mais conforto nos lugares mais quentes, úmidos, quietos e sem movimentação do ambiente, e se este ambiente for a nossa casa, então é o lugar que não usamos muito e, consequetemente, não limpamos. Isso somado com a imundice que as baratas causam ao fuçar restos de comida (em lixeiras, ralos e outros locais sem higiene), se reproduzir e roer objetos que não as pertencem se torna um tremendo problema para nós.
Então chegamos na questão que serve de título para este artigo: As baratas servem para alguma coisa? Bem, assim como as moscas, os mosquitos e os ratos, elas também prestam para reciclar material orgânico, ou seja, sem eles haveria muito mais sujeira e cadáveres (sem se decompor) por aí. Quer dizer, só as baratas que vivem na natureza, pois as caseiras não empenham nenhum papel ecológico!
As baratas caseiras são apenas 1% das mais de 4000 espécies diferente
das que existem na Terra, mas só isso já causa um enorme estrago entre os seres humanos. Isso por causa da sua alimentação (que é rica em restos de comida e animais e vegetais mortos, e por isso suas patas desseminam várias doenças por onde passam), sua resistência (elas conseguem sobreviver um mês sem comer e vários dias com a cabeça arrancada, e sobreviver à uma explosão nuclear (deve ser por isso que a Usina Nuclear de Springfield vive cheinha delas)), seus pelinhos do traseiro (são chamados de cercis e "capazes de perceber movimentos sutis do ar e lhe permitem obter informações sobre possíveis ameaças, como localização, tamanho e velocidade. Além disso, elas enxergam muito bem, mesmo quando não há luz, e seus ouvidos são capazes de detectar até os passos de outra barata", afirma Ana Carolina Prado, jornalista e escritora do blog Superlistas), além do seu terrível hábito de "roer os lábios das pessoas durante o sono para pegar partículas de alimentos", fala de Ana, outra vez (durma com uma informação dessas! Atenção: Esta frase está em preto, pois pode causar insônia e muito medo para os mais sensíveis, então só selecione-a se for corajoso o bastante ou curioso). O problema é acabar com esses repugnantes insetos, sorte que a Super dá uma dica: "Aerossóis e outros produtos na forma líquida são eficientes contra a barata de esgoto (Periplaneta americana); para matar a barata de cozinha (Blattella germanica), as formulações gel são as mais indicadas.".
Apesar de tudo isso cientistas britânicos descobriram que há uma fonte de antibióticos em suas cabeças! De acordo com as pesquisas deste grupo de cientistas, no cérebro das baratas são acumulados compostos químicos muito potentes, capazes de eliminar super-bactérias! Leia um trecho do artigo escrito por Rodrigo Itao publicado no site Planet WTF: "Os cientistas identificaram nove compostos químicos diferentes nos cérebros das baratas e lagostas, segundo publicou o site especializado Science Daily. Estas substâncias, segundo os cientistas, contêm propriedades antimicrobianas suficientes para matar pelo menos 90% dos Staphylococcus aureus, que são resistentes a meticilina, sem causar danos às células humanas. [...] “Acreditamos que seu sistema nervoso precisa estar continuamente protegido porque se essa proteção quebrar, o inseto morre. Inclusive o animal pode sofrer danos nas suas estruturas periféricas sem morrer”, explicou.".Fontes de Pesquisa: Superlistas - Blog da Super Interessante, Yahoo! Respostas, Ecoblogs e Planet WTF.