sexta-feira, 18 de março de 2011

Existem certas situações difíceis de suportar

Por favor, leia o texto antes de assistir ao clip.
Há dias bons e outros que não são tão bons assim. Porém, vivenciar tais situações não é privilégio de uma ou mais pessoas. Todo ser humano passa por momentos maus e bons. O que muitas vezes é terrível para mim, para outra pessoa pode de não ter tanto impacto. Portanto, depende do ponto de vista de cada um. No entanto, quando o problema foge completamente do controle humano, ai a coisa fica complicada. Principalmente quando se trata de debilidade física ou outro problema que envolva a falta do bem maior que temos: a  saúde. Nesta hora é preciso esperar um parecer de outra pessoa, no caso, de um médico. E algumas vezes nem o médico tem um diagnóstico ou um tratamento significativo para sugerir.  A quem recorrer nesta situação? De onde tirar forças para não se entregar e levar a alma a ter uma profunda tristeza que lhe precipitará para a morte? Há situações difíceis de suportar e por mais que alguém venha nos dizer uma palavra de ânimo, no momento é possível pensar: “para quem está de fora é fácil falar, queria ver se estivesse vivendo este inferno”.  Só quem está na situação sabe expressar a dor que sente, isto é, se conseguir expressar. Não quero desencorajar ninguém a levar uma boa palavra ao cansado, porque é difícil passar pela tristeza com apoio, imagine sem ele. Mas estas indagações surgem e isto é normal, porque somos seres pensantes.
Quando a minha mãe estava internada, com um sintomas de suposta úlcera, fiquei apreensiva, mas tinha esperança que ela ia se recuperar, porque ela sempre foi uma pessoa otimista e muito  forte.  Ela sempre enfrentou as adversidades da vida com muita dignidade. Mas, após vê-la sair do centro cirúrgico, depois de horas de cirurgia, olhar e vê-la intubada, olhar e perceber que o médico não transmitia nenhuma esperança em seu semblante e através de suas palavras, ficou mais complicado. Aquela cena refletiu dentro de mim de maneira terrível, de total impotência diante daquele quadro. Enquanto a maca era conduzida pelo corredor o médico dizia: ”tiramos uma peça grande dela e vamos analisar se o quadro é benigno ou não”, então passamos (eu e as minhas irmãs) a entender que não se tratava mais de úlcera e sim de um tumor. Mesmo assim, mantive a minha esperança e como se fosse um filme, recordei do rosto da minha mãe na hora que a chamaram no quarto para ir ao centro cirúrgico. Assim que a maca chegou, ela tirou o prendedor do cabelo e entregou para a minha irmã, depois olhou para mim e deu um suspiro, como se dissesse: “não tem outro jeito, eu tenho de passar por isso sozinha”. 
Na  UTI (unidade de terapia intensiva) ela perguntou para uma das minhas irmãs, ”o que eles tiraram de mim?”. A minha mãe era muito antenada, era muito sábia. Depois que saiu da UTI o quadro evoluiu bem e até banho ela conseguiu tomar sem muita ajuda. Após alguns dias, notei que a tristeza a estava consumindo e a vi dizer com desespero "a ansia da morte está sobre mim". Um dia não agüentei, saí do quarto e olhei para o céu pedindo a Deus que não a deixasse sofrer tanto e que se fosse possível, dividisse a dor dela para cada um de nós (filhos), mas não funciona assim, porque era a vez dela passar por aquela situação. Mina mãe se entregou e disse que não estava conseguindo mais, que a cabeça emitia ordem, mas o corpo não correspondia aos comandos. Aliás, não devo afirmar que ela se entregou, porque a situação não era fácil. Uma pessoa super ativa se ver prostrada sem ao menos conseguir erguer as pernas...é lastimável.
Ainda no quarto do hospital, sem se levantar. Porque quando ela estava mais disposta, antes da cirurgia, sempre ligava para casa para conversar com os filhos. Em uma noite daquelas que ela passava deitada, porque não estava tendo mais forças para se levantar, a respiração teve uma melhora significativa a ponto dela conseguir cantar com a minha irmã, mas passados alguns segundos ela deu o seu último suspiro. A minha irmã mais velha que a acompanhava ficou sem saber o que fazer. Deve ser a pior experiência para um filho. O telefone tocou em casa de madrugada e todos nós a uma só voz começamos a chorar. Logo pensei: nunca mais vou poder dizer: ”Mãe”. Bem, chegou a hora dela. Está com Deus!!!! Sinto falta, mas faz parte da vida.
Portanto, sinto por experiência que tem situações que não depende de nós e sim de um conjunto de coisas. Como em um relacionamento entre marido e mulher ou namorados. Se os dois não estiverem de acordo as coisas não fluem.
No entanto, há situações reversíveis em que Deus age de modo sobrenatural e resolve a ponto dos próprios médicos se impressionarem. Quando ele quer ninguém pode impedir. Bem, assistam este clip e mudem o seu jeito de ver a vida. É possível!!!!
Por: Luciana Gentini

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